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Agenda política e risco de alta do ICMS pesam no Ibovespa

Estados se movimentam para aumentar impostos, o que poderia trazer impacto na inflação do ano que vem; confira os destaques do mercado hoje

Ontem o Ibovespa apresentou leve queda de -0,26% no último pregão, cotado a 125.626,03 pontos | Foto: Getty Images

A agenda política começa a movimentar um pouco mais o mercado, com notícias sobre a subvenção de ICMS, indicando que o governo poderia flexibilizar um pouco a reforma tributária para conseguir a aprovação. O texto da reforma deve ser votado na Câmara, mas a aprovação é prevista para meados de dezembro. Alguns estados estariam se movimentando para aumentar impostos (ICMS), o que poderia trazer impacto de algo próximo de 30 bps para a inflação do ano que vem.

Ontem o Ibovespa apresentou leve queda de -0,26% no último pregão, cotado a 125.626,03 pontos. O ativo está em tendência de alta no médio e no curto prazo. Na alta, o ativo possui primeira resistência em 128.300 pontos e, caso rompa esse patamar, poderá alcançar sua próxima resistência em 130.750 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 125.000 O próximo fica na faixa de 122.500 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de +0,90% no último pregão, cotado a 4.902 pontos. O ativo se encontra em tendência de baixa no médio prazo e neutra no curto. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.810 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.700. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.070 e a segunda em 5.220.

Exterior:

Ontem a ata do FOMC não trouxe grande novidade, a leitura do documento revela que o Fed está cauteloso com os próximos passos, dependente dos dados e o cenário base do Safra segue sendo de que não haverá mais elevação de juros. Hoje tem indicadores secundários com confiança do consumidor, dentre outros.

Commodities:

Petróleo apresenta baixa com sinais de novo aumento de estoques nos EUA (USD81,8/b; -0,85%)

Minério de ferro registra alta (USD134,6/t; +0,96%)

Empresas:

Petrobras: paga 1ª parcela de remuneração aos acionistas

Vale: Cia informa capacidade de processamento de 32Mtpa em Salobo

Vibra: Expansão do milho abre caminho para aposta da Vibra em etanol

Ambev: Ação iniciada como manutenção por Jefferies; preço-alvo R$14

Agenda do Dia:

10:30 – EUA – Pedidos de Auxílio desemprego

10:30 – EUA – Pedidos de Bens Duráveis/Outubro

12:00 – EUA – Sentimento da Universidade de Michigan/Novembro

12:00 – Zona do Euro – Confiança do Consumidor/Novembro

Fechamento dia anterior

Ibovespa: 125.626 (-0,26%)

S&P: 4.538 (-0,20%)

Dólar Futuro: R$4,90 (+0,90%)

Atualizações Safra:

GPA Brasil – Restabelecemos a cobertura: uma tarefa difícil: melhorar o desempenho operacional e reduzir a alavancagem

Estamos restabelecendo a cobertura do GPA Brasil (“GPA” ou “PCAR”) com rating Neutro e preço alvo de R$ 4,5/ação até 2024. Nos últimos dois anos, a empresa empreendeu um longo processo de reestruturação societária (desde a cisão do Assai em 2021 até a cisão e venda do Éxito e o desinvestimento da CNova, ainda a ser concluído, em 2023) , enquanto trabalha no processo de turnaround de sua operação. A tarefa em questão não se mostrou das mais fáceis, pois a margem bruta caiu de 27% em 2021 para 24% nos últimos doze meses, enquanto a margem EBITDA passou de 8% para 6% no mesmo período. Além disso, a PCAR tem um balanço alavancado, com um ratio dívida líquida/EBITDA de 6x (ex IFRS a partir de 2023).

Atingindo um ponto de virada, mas os retornos permanecem inferiores aos dos pares. Recentemente, a empresa conseguiu melhorar gradativamente seus resultados (vendas em mesmas lojas de 5,7% no 3T23 vs. pares com impressão negativa; e crescimento da margem EBITDA de 120bps A/a no 3T23) devido: (i) melhor sortimento; (ii) foco nos formatos premium e de vizinhança; e (iii) redução de rupturas de estoque. Esses fatores apoiam nossa abordagem construtiva sobre o crescimento da receita e do EBITDA, CAGR de receita principal de 2023–26 de 9% e CAGR de EBITDA de 2023–26 de 15%. Estas melhorias também apoiam a expectativa de um aumento do ROIC para 9% em 2027, em comparação com o valor negativo atual, embora permaneça bem abaixo do dos seus pares (ASAI com 16% e GMAT com 17%).

Valuation: A valorização limitada e um desconto justo em relação aos pares justificam a nossa classificação Neutra. Nosso preço-alvo produz um potencial de alta de 20%, com um EV/EBITDA implícito em 2025 de 3,1x, em comparação com seus atuais 5,3x e o múltiplo-alvo de seus pares de 6,6x para ASAI e 7,4x para GMAT. No entanto, consideramos o desconto justo, dada a grande diferença entre o ROIC do PCAR e o ROIC dos seus pares: 3%, em comparação com ASAI com 16% e GMAT com 17%. Vale ressaltar que estamos considerando a margem EBITDA na parte inferior da faixa de guidance da empresa (8%–9%). Se assumíssemos o topo da faixa de guidance (9%), nosso preço alvo seria de R$ 9,9/ação.

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