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Mercado de trabalho nos Estados Unidos direciona preços dos ativos

A agenda do dia é carregada e conta com mais dados do mercado de trabalho (Payroll), pedidos de fábrica e pedidos de bens duráveis nos EUA

O Dólar Futuro apresentou queda de -0,50% no último pregão, cotado a 4.914 pontos

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam no campo negativo. CPI da zona do Euro ficou em 0,2% m/m, em linha com as estimativas. Ontem, mercados reagiram negativamente aos dados do ADP mostrando criação de 164 mil vagas no mercado privado de trabalho, número acima do esperado. O PMI de serviços mostrou alta para 51,4, levemente acima do esperado, também contribuindo para a redução da probabilidade de cortes mais agressivos na taxa de juros pelo Fed ao longo do ano. A agenda do dia é carregada e conta com mais dados do mercado de trabalho (Payroll), pedidos de fábrica e pedidos de bens duráveis nos EUA.

Análise Técnica:

Ontem o Ibovespa apresentou queda de -1,21% no último pregão, cotado a 131.225,91 pontos. O ativo está em tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. Na alta, o ativo possui primeira resistência em 135.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 130.900. O próximo fica na faixa de 128.250 pontos.

O Dólar Futuro apresentou queda de -0,50% no último pregão, cotado a 4.914 pontos. O ativo se encontra em tendência neutra no médio e no curto prazo. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.820 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.745. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 4.990 e a segunda em 5.110.

Doméstico:

IDP-DI de dezembro mostrou contração ligeiramente acima do esperado (-3,30% vs -3,27% esperado). Saem produção industrial de dezembro, com expectativa de alta de 0,3% na comparação mensal e também dados de balança comercial. Além disso, no início da manhã sairá resultado primário do setor público consolidado de novembro, com expectativa de déficit de R$30 bilhões.

Commodities:

Petróleo apresenta alta (USD77,9/b; +0,39%)
Minério de ferro registra queda com menor demanda no curto prazo (USD138,5/t; -1,91%)

Empresas:

Telefônica Brasil: Cia tem ADR rebaixado para equal-weight por Morgan Stanley
PetroRio: Prod. diária óleo dez. 101.576 barris/dia, alta de 2,3% m/m

Agenda do Dia:

09:00 – Brasil – Produção industrial/Novembro
10:30 – EUA – Payroll/Dezembro
12:00 – EUA – Pedidos de Fábrica/Novembro
12:00 – EUA – Pedidos de bens duráveis/Novembro
15:00 – Brasil – Balança comercial/Dezembro

Fechamento dia anterior

Ibovespa: 131.226 (-1,21%)
S&P: 4.689 (-0,34%)
Dólar Futuro: R$4,91 (-0,50%)

Atualizações Safra:

Bancos: Dados de crédito do BCB de novembro – Originação de crédito ganhando força à medida que a inadimplência do varejo diminui

Visão Safra: Ontem (4 de janeiro), o Banco Central do Brasil (BCB) publicou os dados de crédito de novembro, que consideramos bons para as ações. Do lado positivo, destacamos a melhor qualidade de crédito (indicando melhor inadimplência -90 de pessoa física para a indústria no 4T23) e os volumes de crédito, que aceleraram a partir de outubro com aumento na originação. Do lado negativo, os spreads continuaram a deteriorar-se conforme esperado. Mantemos inalterada a nossa postura positiva em relação ao Itaú Unibanco (Compra), reiterando-o como nosso nome preferido entre os bancos (B3 como principal escolha do setor financeiro), seguido por Bradesco (Compra).

Autopeças: A Fenabrave divulgou seu guidance para 2024 e dados mensais de dezembro

A Federação Brasileira das Concessionárias de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou seu guidance para 2024, dando tom positivo para o ano. As vendas de veículos leves, caminhões e ônibus deverão aumentar 12% A/A.
Destacamos: (i) as vendas de veículos leves devem crescer +12,0% A/a (de um aumento de 11,3% em 2023), acompanhando uma melhoria na oferta de crédito, bem como um ambiente mais saudável para a indústria automotiva, já que a Fenabrave espera mais incentivos para o desenvolvimento de novos produtos baseados no Programa MOVER recentemente anunciado pelo governo; (ii) as vendas de caminhões devem aumentar +10,0% A/a (de uma queda de 16,4% em 2023), impulsionadas pela consolidação total da regulamentação Euro 6, um melhor ambiente de crédito e fortes números do agronegócio; (iii) as vendas de ônibus devem aumentar 20,0% A/a (de um aumento de 12,6% em 2023) devido aos fortes números do programa Caminhos da Escola (+16 mil novas unidades em 2024) e ao aumento do transporte rodoviário, devido ao aumento do custo das passagens aéreas e renovação da frota de ônibus urbanos; e (iv) as vendas de reboques deverão aumentar 10% A/a (de um aumento de 8,5% em 2023), acompanhando o aumento nas vendas de caminhões. Enquanto isso, as vendas consolidadas de veículos leves, caminhões e ônibus da Fenabrave deverão crescer 12% A/A, acima da previsão da Anfavea de 7%.
Reforçamos nossa visão positiva das empresas de autopeças sob nossa cobertura e mantemos nossa preferência pela Randon, pois acreditamos que a empresa deverá se beneficiar de um melhor ambiente para vendas de caminhões.

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