A C&A (CEAB3) tem consolidado sua posição no mercado de varejo através de uma estratégia integrada que engloba a expansão de lojas e o fortalecimento dos serviços financeiros. Uma reunião do Banco Safra com o CFO da companhia, o chefe da C&A Pay e uma representante de Relações Institucionais revelou detalhes importantes sobre a operação do C&A Pay e as perspectivas para o futuro da empresa.
A empresa se destaca no setor com um preço/lucro (P/L) de 11x para 2025. O número é atraente e reflete o crescimento de lucros superior ao desempenho operacional. A visão é que a C&A Pay continuará a apresentar números sólidos, contribuindo para uma revisão positiva dos lucros a curto e médio prazo.
O Safra mantém a recomendação de compra para a empresa, com expectativa de resultados consistentes e crescimento contínuo.
Principais destaques:
- Governança e modelos de crédito eficientes são a base do sucesso do C&A Pay
- Espera-se crescimento de receita com destaque para o setor de vestuário
- Planos de expansão e eficiência operacional devem impulsionar resultados
O C&A Pay, foco da conversa, é caracterizado por uma governança robusta e modelos de crédito aprimorados, que incluem dados de pontuação de crédito da Serasa. A experiência no setor de crédito da equipe gestora tem contribuído para um serviço de baixo custo de aquisição de clientes, além de transações 50% maiores em vestuário por clientes que utilizam o serviço. A operação digital nativa e uma estratégia conservadora em relação ao crédito posicionam a C&A Pay como um serviço promissor e diferenciado.
Para o segundo trimestre de 2024, a C&A deve mostrar um crescimento de receita sólido, impulsionado pelo segmento de vestuário e apoiado por uma estratégia de preços que favorece menores remarcações. s vendas de eletrônicos devem ser descontinuadas em 2026. A margem bruta tende a expandir-se em relação ao ano anterior, e espera-se um crescimento do EBITDA em 25%.
A empresa também anunciou planos de expansão para o próximo ano, com a abertura de 15 a 20 novas lojas. A estrutura de capital da empresa deve se fortalecer, com um impacto positivo de aproximadamente R$ 250 milhões da recuperação de créditos fiscais, posicionando a C&A para encerrar o ano com uma dívida líquida/EBITDA próxima a 1,0x.