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Rede Pague menos cresce mais e tem recomendação de compra

Rede Pague Menos registra grande ritmo de crescimento e expansão da margem EBITDA, apesar da pressão dos ajustes de estoque da Extrafarma


A rede Pague Menos registou um crescimento de 10% anualmente no volume de negócios (em linha com a estimativa do Banco Safra) e um aumento da margem EBITDA (+119 pontos base em 1 ano), em resultado das sinergias da aquisição da Extrafarma (“EF”) e da alavancagem operacional.

Os outros destaques do trimestre foram:

  • (i) melhora da produtividade das lojas (R$/loja, PGMN: +10% A/A; Extrafarma: 18% A/A);
  • (ii) melhor ciclo de caixa (redução de 5 dias a/adevido a menores níveis de estoque);
  • (iii) melhora da alavancagem (dívida líquida/EBITDA em 2,6x no 1T24 de 3,0x no 1T23).

É importante notar que, apesar da melhoria do EBITDA da Extrafarma, ainda há espaço para mais ganhos, uma vez que ainda existe uma grande diferença entre a EF e a Pague Menos numa base individual:

  • (i) a produtividade das lojas da EF é 21% inferior;
  • (ii) o ticket médio da EF é 11% inferior; e
  • (iii) a penetração das vendas online para a EF é 280bps inferior.

Opinião do Banco Safra sobre o desempenho da Pague menos

Em suma, vemos os resultados do 1T24 como positivos para a PGMN, uma vez que as sinergias da aquisição começaram a surtir efeito.

Além disso, a empresa foi capaz de entregar um grande ritmo de crescimento e expansão da margem EBITDA, apesar da pressão dos ajustes de estoque da Extrafarma. Assim, reiteramos nossa recomendação de compra para a ação e o preço-alvo de R$4,4/ação. Mais lojas e, ainda, maior produtividade.

A empresa conseguiu melhorar sua produtividade no nível de lojas, atingindo uma receita média mensal por loja de R$657 mil no 1T24, um aumento de 8% a/ae -5% vs. Safra.

A expansão do SSS de 9,6% a/a foi impulsionada pelo crescimento da base de clientes, maior participação dos canais digitais, melhora no indicador de rutura de estoque e maturação das lojas.

Em relação à Extrafarma, vale destacar que a receita média mensal por loja cresceu 18% A/A, atingindo R$ 522 mil. O desempenho do omnichannel foi destaque para as duas marcas, atingindo 13,4% das vendas (+220bps A/A) no consolidado, sendo 13,9% na PGMN e 11,1% na EF.

A margem bruta aumentou 14 pontos base (+11 pontos base vs. Safra), uma vez que a melhoria do mix de vendas (maior penetração de genéricos e marca própria nas vendas), aliada a uma estratégia comercial assertiva, mais do que compensou as perdas de stocks da EF.

As sinergias da Extrafarma estão aparecendo. O EBITDA situou-se em R$97 milhões, +78% vs. 2023 e +7% acima da nossa estimativa, com uma margem EBITDA de 3,1%, um aumento de 119 bps vs. 2023, devido à melhoria da margem bruta e à alavancagem operacional (+105 bps vs. 2023 de diluição das despesas SG&A sobre as receitas).

De notar que a margem EBITDA da Extrafarma foi de 1,9% (+410pb face ao ano anterior). A empresa registrou um prejuízo líquido consolidado de R$23 milhões no trimestre, comparado a um prejuízo líquido de R$45 milhões no 1T23 e vs. nossa estimativa de um prejuízo de R$38 milhões, devido a um melhor desempenho operacional.

Em termos de fluxo de caixa, destacamos a redução de 5 dias no ciclo de caixa A/A, suportada por uma importante melhoria nos estoques (aumento de 16 dias A/A), parcialmente compensada por um aumento de 9 dias a/a nas contas a receber devido a um menor volume de pré-pagamento de recebíveis. A alavancagem da empresa situou-se em 2,6x no 1T24, -0,4x em termos homólogos.

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