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SBF registra forte fluxo de caixa e dívida líquida estável

Grupo SBF registra sólido crescimento de 19% no EBITDA em relação ao ano anterior, resultado 10% acima dos números do Safra


Apoiado pela melhora da lucratividade, o Grupo SBF registrou um sólido crescimento de 19% no EBITDA em relação ao ano anterior (10% acima dos números do Safra), devido à maior eficiência nas despesas de SG&A, que compensou o crescimento e a dinâmica da margem bruta.

Essa melhoria, juntamente com uma melhor dinâmica de capital de giro, levou a uma dívida líquida quase estável no comparativo trimestral, apesar da fraca sazonalidade do primeiro trimestre.

A melhoria contínua na dinâmica do fluxo de caixa levou a uma dívida líquida em relação ao EBITDA de 1,3x no 1T24, comparado a 2,9x no 1T23 e 1,3x no 4T23.

Avaliação do Banco Safra sobre os resultados do grupo SBF

Depois de todos os ajustes operacionais feitos em 2023 (estoques, custos e estruturas de despesas), a SBF começou 2024 com uma tendência positiva, com a normalização das remarcações da Fisia e uma forte redução da alavancagem, devido à melhora na dinâmica do capital de giro e a uma estrutura de custos simplificada.

Acreditamos que a empresa está agora em uma posição melhor, com uma operação mais eficiente e um balanço patrimonial sólido, o que deve levar a ganhos melhores.

Assim, vemos a ação sendo negociada a um P/L atraente de 9x em 2024 e reiteramos nossa recomendação de Compra Apesar da desaceleração do crescimento, a Fisia continua a entregar em seu canal DTC.

As vendas da Fisia atingiram R$877 milhões, um aumento de 2% em relação ao ano anterior (em linha com nossa estimativa), com um crescimento de 7% na plataforma digital e 30% nas lojas (crescimento de SSS de +9% em relação ao ano anterior e 6 novas lojas), já que a empresa continua a favorecer os canais diretos ao consumidor (“DTC”), que representam 50% das vendas da Fisia, enquanto a participação do atacado foi reduzida para 14% em relação ao ano anterior.

Quanto à Centauro, as vendas totalizaram R$739 milhões, um aumento de 5% em relação ao ano anterior (em linha com o Safra), com tendências de crescimento semelhantes para lojas (+5% em relação ao ano anterior) e comércio eletrônico (+3% em relação ao ano anterior), após alguns trimestres de contração do faturamento.

Dinâmica de margem bruta mais saudável da Nike. A margem bruta da Fisia atingiu 43%, ou uma redução de -12bps em relação ao ano anterior, devido aos impactos negativos das remarcações de preços que se normalizaram no 1T24 para reduzir os níveis de estoque. Essa redução na margem bruta foi quase totalmente compensada pelo aumento da participação do DTC nas vendas.

O lucro bruto da Fisia totalizou R$381 milhões, um aumento de 2% YoY (2% acima da nossa estimativa). A margem bruta da Centauro de 49% foi -212bps menor YoY, uma vez que a empresa enfrentou uma base de concorrência difícil.

Em comparação com o 4T23, a margem bruta da Centauro aumentou 152 pontos-base, devido principalmente a um melhor mix e foco na lucratividade dos canais.

O lucro bruto da Centauro atingiu R$365 milhões, estável YoY, ficando -2% abaixo da nossa estimativa. O lucro bruto consolidado totalizou R$730 milhões, -1% ano a ano (em linha com a estimativa do Safra), com margem bruta de 48,8% ou -121 pontos-base ano a ano (94 pontos-base acima da nossa estimativa).

As eficiências de despesas gerais, administrativas e com vendas continuam sendo o destaque positivo. A margem EBITDA ajustada atingiu 10,6%, um aumento de 156ps em relação ao ano anterior (101bps acima da estimativa), uma vez que a empresa continua capturando os benefícios dos ajustes nas despesas operacionais realizados no 1S23, tais como:

  • (i) redução de pessoal;
  • (ii) menores investimentos em marketing;
  • (iii) maior rentabilidade na plataforma digital da Centauro;
  • (iv) renegociação com fornecedores; e (v) fechamento de lojas não rentáveis.

Consequentemente, o EBITDA ajustado atingiu R$159 milhões, um aumento de 19% em relação ao ano anterior e 10% acima do Safra. O lucro líquido ajustado totalizou R$53 milhões, acima dos R$41 milhões esperados, devido à redução de impostos.

O dinheiro é rei! Em termos de fluxo de caixa, a empresa registrou um fluxo de caixa operacional de -R$29 milhões, uma melhora considerável em comparação com o número do 1T23 de -R$560 milhões, principalmente devido à melhor dinâmica de capital de giro e ao melhor EBITDA em relação ao ano anterior.

Além disso, a empresa reduziu seu capex em 28% em relação ao ano anterior. Por fim, a SBF encerrou o 1T24 com uma dívida líquida de R$843 milhões, praticamente estável em relação ao 1T23 em um trimestre sazonalmente fraco, e uma sólida relação dívida líquida/EBITDA de 1,3x, comparado a 2,9x no 1T23.

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