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Pague Menos é destaque no setor farmacêutico

Destaque positivo no setor farmacêutico deve ser PGMN, com um crescimento anual de 11%


No Varejo Farmacêutico, o Banco Safra espera um trimestre misto, pois as empresas devem apresentar um ritmo de crescimento decente (variando entre 11% e 15% ano a ano), mas pressão sobre a margem EBITDA da maioria delas.

Na avaliação do banco, o destaque positivo deve ser PGMN, com um crescimento anual de 11% e margem EBITDA fixa na base das sinergias da Extrafarma, que devem compensar a margem bruta mais baixa.

Enquanto isso, a receita da RADL deve crescer a um ritmo mais rápido (15% a/a), mas a margem EBITDA provavelmente estará sob pressão (-26bps a/a).

Por fim, a Panvel deve ter um crescimento de mais de 11% em relação ao ano anterior, mas uma redução de 97 bps na margem EBITDA, principalmente devido às despesas mais altas relacionadas às inundações no Rio Grande do Sul e à menor margem bruta na sequência de um mix de vendas mais pobre.

Para a indústria farmacêutica, o trimestre não deve ser inspirador. Esperamos que a HYPE publique uma queda de 2% na receita líquida anual devido às composições difíceis da empresa (+17% a/a no 2T23).

Além disso, a margem EBITDA deve diminuir (-97 bps a/a) devido a um mix de vendas mais pobre. Blau deve publicar mais uma vez outro conjunto de resultados sem brilho, enquanto um ambiente competitivo ainda difícil para imunoglobulina e especialidades pode pressionar as margens da empresa mais uma vez (margem EBITDA -728bps e margem líquida -735bps a/a).

Varejo farmacêutico

PGMN3: Crescimento de receita e sinergias impulsionando a expansão da margem EBITDA. O Safra espera que a empresa reporte R$ 3,3 bilhões em vendas, um aumento de 11% a/a, apoiado pelo desempenho positivo de Vendas em Mesmas Lojas a/a e pela integração da Extrafarma.

O Safra espera uma pressão de margem bruta (-77bps) devido a um aumento a/a menor nos preços CMED, juntamente com ajustes de estoque. No entanto, espera que uma margem fixa resulte em uma melhoria anual de 11% no EBITDA, devido à maior diluição das despesas gerais, administrativas e com vendas e às sinergias iniciais capturadas da aquisição, o que deve compensar a pressão da margem bruta.

No lucro líquido, o Safra espera um lucro de R$28 milhões devido a menores despesas financeiras, em comparação com uma perda líquida de R$3 milhões no 2T23. Vale ressaltar que o recente aumento de capital, combinado com o melhor desempenho operacional, deve suportar uma redução de alavancagem para menos de 3,0x (relação dívidaEBITDA líquido).

PNVL3: Pressão de margem EBITDA devido às inundações no Rio Grande do Sul, como esperado. Apesar da catástrofe no Rio Grande do Sul (67% da área de lojas da PNVL), o Safra espera um aumento de 11% em relação ao ano anterior devido ao crescimento positivo do Vendas de Mesmas Lojas (+4%) e à abertura de 39 lojas nos últimos 12 meses.

Deve-se notar que as inundações aumentaram a demanda por medicamentos RX e itens H&B de baixa margem, o que deve levar a uma pressão de margem bruta de 53bps a/a.

O EBITDA deve totalizar R$ 52 milhões (-11% a/a) devido à combinação de: (i) despesas pontuais relacionadas ao desastre; e (ii) pressão de margem bruta. Consequentemente, o Safra espera uma redução de 97bps na margem EBITDA, que deve chegar a 4%. O banco espera um resultado de R$23 milhões (-7% a/a), atingido por maiores impostos de renda. Por fim, a dinâmica de capital de giro da empresa deve melhorar como resultado de melhores condições de pagamento com fornecedores.

RADL3: Receita sólida, mas margens mais baixas. A receita bruta deve crescer 15% a/a devido ao desempenho nas Vendas em Mesmas Lojas positivo e expansão da contagem de lojas (+10% a/a). No entanto, impostos mais altos sobre as vendas, juntamente com um menor aumento nos preços CMED, devem levar a uma queda da margem EBITDA de 26bps a/a. Consequentemente, o EBITDA deve totalizar R$858mn (+12% a/a).

O lucro líquido deve chegar a R$330mn, queda de 5% em relação ao ano anterior, impactado negativamente por uma taxa de imposto de renda mais alta, o que não seria uma surpresa.

Indústria farmacêutica

HYPE3: Receita estável e menor margem EBITDA. Receita líquida deve cair 2% a/a, como a empresa enfrenta difíceis composições (+17% a/a no 2T23). Além disso, o pior desempenho do OTC em comparação com outras categorias deve conduzir a uma redução da margem bruta de 173 bps. Por outro lado, o Safra estima uma queda menor na margem EBITDA (-97bps ano a ano), pois a empresa conseguiu melhorar a eficiência das despesas gerais, administrativas e com vendas. Consequentemente, o EBITDA deve cair 5% a/a para R$751 milhões.

Espera-se que o lucro líquido chegue a R$ 463 milhões no 2T24 (queda de 8% em relação ao ano anterior), beneficiado pelo benefício do imposto de renda de JCP. Vale ressaltar que o desempenho do 2T24 não muda nossa visão de que a empresa poderá atender às suas orientações para 2024.

BLAU3: Outro trimestre com desempenho abaixo do esperado. O 2T24 deve ser outro trimestre sem brilho para a Blau, com vendas a R$ 441 milhões, alta de 21% em relação ao ano anterior, já considerando os R$ 50 milhões da Bergamo consolidados no 3T23 (+7% em relação ao ano anterior). No entanto, as vendas subiram apenas 1% a/a no 2T23.

As vendas de produtos biológicos devem mais uma vez estar sob pressão devido a um ambiente competitivo no mercado de imunoglobulina. Um cenário semelhante é esperado para o portfólio existente de Especialidades, que deve ser parcialmente compensado por lançamentos de novos produtos.

As margens devem ser pressionadas por preços mais baixos (pior mix de vendas) e menor margem bruta de Bergamo. Assim, esperamos uma margem EBITDA de 19% no 2T24, uma queda de 728bps em relação ao ano anterior. Consequentemente, o EBITDA deve chegar a R$82 milhões, uma queda de 13% em relação ao ano anterior. O resultado final deve chegar a R$52 milhões, com margem líquida de 12%, queda de 25% a/a.

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