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Banco Safra revisa projeção do PIB de 3% para 3,4%

Dados recentes da atividade confirmam viés de alta destacado pelo banco em relatórios anteriores; para 2022 previsão é de 1,8%

Fachada do Safra

Banco Safra cita a antecipação do 13% dos aposentados e pensionistas como um dos motivos para a revisão após indicadores positivos | Foto: Divulgação

O Banco Safra reviu de 3,0% para 3,4% a projeção de alta do PIB do Brasil em 2021. Os dados de atividade no 1º trimestre confirmaram o viés de alta já destacado pelo banco em relatórios anteriores. O banco destaca também a antecipação do 13º salário do INSS anunciada pelo governo como mais um fator que favorece a economia.

O Banco elevou a projeção de crescimento trimestral do PIB no 1º trimestre de 0,3% para 0,6% (equivalente a subir de -0,5% ano contra ano para -0,2% ano contra ano). Por outro lado, a erosão da renda real das famílias deverá impedir crescimento mais vigoroso na segunda metade do ano, segundo avaliação do banco.

Considerando o movimento de recomposição de estoques pelas empresas após o grande volume de vendas no final de 2020, o Safra revisou a projeção de crescimento do PIB em 2021 de e reafirmou a projeção de crescimento de 1,8% em 2022.

Em março, setor de serviços encolheu 4%

A última Pesquisa Mensal de Serviços mostrou queda de 4,0% em março ante fevereiro, na esteira da intensificação nas medidas de distanciamento social. Apesar da queda, o resultado ficou consideravelmente acima das projeções do mercado, sendo assim uma surpresa positiva do setor que representa 60% do PIB doméstico, segundo análise do Safra.

A contração ficou concentrada nos Serviços Prestados às Famílias, categoria mais sensível à mobilidade. Essa categoria deve se recuperar rapidamente com a volta da mobilidade a partir de maio, segundo o banco.

“Os indicadores de alta frequência sugerem avanço da atividade no início de maio, fazendo com que também revisemos nossa projeção para o 2º trimestre deste ano de -0,7% para -0,3% na comparação com o trimestre anterior. Na variação interanual haverá alta de 10,2%, mas haverá queda de 1,8% em relação ao mesmo trimestre de 2019”, analisa o Safra.

Para o Safra, a erosão da renda real das famílias deve arrefecer o consumo e não haverá transferências de renda na magnitude do auxílio emergencial de 2020. Além disso, os juros serão maiores, limitando a expansão do crédito às famílias, enquanto o preço médio dos bens e serviços (deflator do consumo) deverá estar em média 6,5% mais alto do que em 2020.

O banco destaca que o emprego terá uma recuperação mais lenta do que prevista, o que também continua a influenciar os reajustes salariais do setor privado, que em sua grande maioria continuam se dando a taxas mais baixas do que a inflação. Com isso, a taxa de poupança deverá ser bem menor do que a observada em 2020, podendo beirar números negativos.

PIB brasileiro em 2022

Para o Safra, a recuperação mais moderada ao longo do segundo semestre sugere um 2022 de crescimento também modesto, abaixo de 2%. Esse crescimento, salvo a ocorrência de um boom de investimentos, deverá depender da redução do estoque de poupança das famílias e do caixa das empresas, diz o banco.

Leia a análise completa do Safra para o PIB 2021/2022

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