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Ruído político afeta a Petrobras e ajuda a derrubar a Bolsa na semana

Ibovespa acumulou perdas de 1,83%, aos 103.865 pontos, após nova queda de braço entre alas do governo, agora em torno da política de preços da Petrobras

Investidor avalia gráfico do mercado financeiro

Mercado repercutiu a possível mudança da política de preços de combustíveis que afetaram as ações da Petrobras | Foto: Getty Images

Na primeira semana pós Carnaval, o Ibovespa acumulou dias no vermelho. A Bolsa fechou na sexta-feira, 3, em baixa de 1,83%, aos 103.865 pontos. A razão para o desempenho negativo do índice foi novamente o imbróglio político.

Segundo Rodrigo Azevedo, da GT Capital, mesmo em uma semana com balanços positivos, superando as expectativas de mercado, as falas politicas acabaram por impactar negativamente o referencial brasileiro do mercado de ações.

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“A Petrobras reportou resultado recorde, o maior da história para empresas listadas, mas acabou fechando a semana no campo negativo, diante do temor de que a nova gestão interfira na distribuição de dividendos”, disse Azevedo.

Petrobras tem grande influência no índice e foi uma das razões para o desempenho negativo do Ibovespa esta semana. A estatal perdeu 1,04% (PETR4) e 2,03% (PETR3).

Mas, a maior perda nesta semana na Bolsa foi da Hapvida, que divulgou resultados ruins e despencou no Ibovespa. A companhia derreteu 43,58%.

Na quarta-feira, a empresa chegou a perder mais de R$ 10 bilhões em valor de mercado após ter apresentado queda de 56,1% em seu lucro ajustado no exercício de 2022. Sem os ajustes, a Hapvida amargou prejuízo de R$ 316,7 milhões.

Outra queda nesta semana ficou com a Magazine Luiza. A companhia, após surfar bem na onda da Americanas, despencou 16,34% esta semana. Pão de Açúcar também teve um desempenho ruim no período. A empresa perdeu 13,92%.

A 3R Petroleum também foi destaque negativo na semana. A petroleira perdeu 16,15%. “A companhia caiu com a suspensão da venda de ativos pela Petrobras porque estava em fase final de aquisição do Campo Potiguar”, disse Cauê Pinheiro, estrategista do Banco Safra.

Completa a lista a CVC, que recuou 17,65%.” A companhia caiu diante da perspectiva de maiores custos com transportes com a volta de impostos sobre os combustíveis”, ressaltou Pinheiro.

No lado positivo, tivemos as empresas ligadas ao minério de ferro. CSN e sua subsidiária CSN Mineração avançaram 10,41% e 8,01%, respectivamente.

Os dados positivos da China deram fôlego para o minério de ferro. O contrato futuro da commodity para entrega em maio, o mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE), encerrou na sexta-feira com alta de 1,04%, a 919 iuanes (US$ 133,15)  a tonelada.

Além disso, segundo Pinheiro, as empresas ganharam absorvendo parte do fluxo de outras empresas de commodities do setor de óleo e gás, que sofreram com a tributação de sua exportação.

O maior destaque positivo ficou com Energias do Brasil, que subiu com a notícia de que irá fechar o capital. A empresa disparou 12,58%.

Completam a lista a Marfrig e a Embraer, que ganharam 7,46% e 11,63%, respectivamente.

“Marfrig subiu com uma perspectiva melhor para a BRF, que sinalizou venda de sua participação no negócio Pet e está buscando melhorar a eficiência do negócio. Já Embraer ganhou com a perspectiva de bons resultados”, disse Pinheiro.

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