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Ibovespa cai 0,54%, a 115,9 mil pontos, com pressão dos juros nos EUA

A percepção de que a política monetária dos EUA tende a permanecer em nível restritivo foi agravada pela incerteza sobre o Oriente Médio

Dólar

Após a queda de 1,01% na segunda-feira, o dólar apresentou comportamento volátil nesta terça-feira | Foto: Getty Images

Vindo de leve ganho de 0,67% na abertura da semana, o Ibovespa se reaproximou nesta terça-feira, 17, do limiar de 117 mil pontos durante a sessão, mas não encontrou fôlego para se descolar do sinal negativo de Nova York à tarde, em meio à retomada de pressão sobre os rendimentos dos Treasuries após nova rodada de dados sobre a economia norte-americana mais fortes do que o esperado, divulgados ainda pela manhã, e com o imbróglio político em Washington, ante a persistência de impasse sobre quem presidirá a Câmara de Representantes. O dólar encerrou a sessão desta terça-feira cotada a R$ 5,0353, em queda de 0,04%.

Assim, o índice da B3 encerrou o dia em baixa de 0,54%, aos 115.908,43 pontos, tendo chegado no melhor momento aos 116.916,68 pontos, então em leve alta de 0,33%, com mínima a 115.563,93 e abertura aos 116.526,43 pontos na sessão. O giro desta terça-feira subiu um pouco, para R$ 21,2 bilhões. No mês, o Ibovespa ainda cai 0,56%, mas sobe 0,13% na semana. No ano, avança 5,63%.

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A percepção de que a política monetária na maior economia do mundo tende a permanecer em nível restritivo por longo tempo se combina, agora, a uma segunda frente de incerteza sobre a geopolítica: a guerra no Oriente Médio contra o Hamas, um front que se abre cerca de um ano e oito meses após outro conflito ainda sem solução, entre Rússia e Ucrânia, com efeitos em ambos os casos para os preços de commodities, principalmente as de energia.

Mesmo com o petróleo em viés de baixa na maior parte desta terça-feira – mas em alta no fechamento em Londres e Nova York -, Petrobras ON e PN tiveram desempenho positivo, com ganho respectivamente de 2,27% e 2,70%, em máxima do dia para a preferencial no encerramento. Ainda assim, o avanço da petrolífera foi insuficiente para carregar o Ibovespa a ganhos na sessão, favorável também para Vale (ON +0,82%). O dia, contudo, foi negativo para a maioria das ações de peso e liquidez na B3, entre as quais os bancos, com Santander (Unit -2,30%) à frente.

Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, além das ações de Petrobras, destaque também para Gol (+4,28%), 3R Petroleum (+2,11%) e Vamos (+1,05%). No lado oposto, Magazine Luiza (-5,59%), Cielo (-4,32%), Carrefour (-4,21%) e Yduqs (-4,15%).

No noticiário de Washington, o deputado republicano Jim Jordan não conseguiu obter votos suficientes para ser eleito presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos na primeira votação, no período da tarde, depois que mais republicanos do que o esperado se juntaram aos democratas na recusa de apoiá-lo, preparando a Câmara para outra rodada de votação e novas incertezas sobre o caminho a seguir. Nenhum candidato obteve maioria dentre os 435 deputados. Jordan obteve 200 votos.

No Oriente Médio, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, cancelou participação na reunião com o presidente americano, Joe Biden, e com outros líderes do Oriente Médio, disse um oficial palestino de alto escalão sob condição de anonimato, conforme relato da agência Associated Press. O encontro estava agendado para esta quarta-feira. Abbas decidiu não comparecer em protesto contra suposto ataque aéreo israelense a um hospital em Gaza que, segundo autoridades de saúde do Hamas, matou mais de 500 pessoas.

Dólar tem dia volátil e fecha cotado a R$ 5,03

Após a queda de 1,01% na segunda-feira, o dólar apresentou comportamento volátil nesta terça-feira, 17, com trocas de sinal ao longo do dia, em meio à divulgação de indicadores fortes da economia norte-americana e dúvidas sobre os desdobramentos geopolíticos da guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas. Com mínima a R$ 5,0105 e máxima a R$ 5,0658, ambas registradas pela manhã, a moeda encerrou a sessão desta terça-feira cotada a R$ 5,0353, em queda de 0,04%.

Após a onda de apetite ao risco na segunda-feira, o ambiente externo se mostrou nesta terça mais conturbado. Houve nova rodada de estresse das taxas dos Treasuries. A taxa da T-note de 10 anos voltou a superar o nível de 4,80%, com máxima em 4,86%. A alta das taxas teve início pela manhã com a leva de dados dos EUA e se acentuou à tarde diante de impasse político no Congresso norte-americano. As vendas no varejo americano subiram 0,7% em setembro, bem acima das expectativas (0,3%). Já a produção industrial avançou 0,3% em setembro, enquanto a previsão era de queda de 0,1%.

Nos EUA, o deputado republicano Jim Jordan, aliado do ex-presidente Donald Trump, não conseguiu obter votos suficientes para ser eleito presidente da Câmara dos Representantes dos EUA – o que eleva as incertezas em relação a um acordo sobre o Orçamento para evitar o risco de paralisação do governo (shutdown) em novembro. Isso em um momento no qual o Tesouro americano aumenta a emissão de títulos e tem que rolar a dívida pagando juros mais elevados. (AE)

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