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Piora do cenário não afeta consumo de itens não essenciais

Apesar de manter a visão positiva para o setor de consumo não essencial, o Safra reconhece que as expectativas macroeconômicas pioraram

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A atualização do cenário do Safra para o setor de consumo discricionário já incorpora taxas mais altas e estimativas de inflação para o ano | Foto: Getty Images

O Banco Safra apresentou novos preços-alvo para 12 meses e novas estimativas para o setor de bens de consumo de itens não essenciais (setor de consumo discricionário), após incorporar os resultados recentes das empresas e novas premissas macroeconômicas.

Apesar de estar menos otimista do que no relatório anterior, em novembro, o Safra ainda vê um cenário melhor para o consumo em 2024 do que em 2023.

O Safra também está incorporando o novo cenário de subsídio fiscal com base na interpretação mais recente das empresas da área de sua cobertura.

Portanto, as apostas do Safra para o segundo semestre de 2024 são:

  • (i) Grupo SBF (SBFG) – Compra, com Preço Alvo de R$ 18,5 por ação. O preço anterior era de R$15,2 por ação. A ação continua a ser negociada a múltiplos não onerosos, apresenta retornos atraentes em termos de valuation, e tem apresentado crescimento consistente do EBITDA e geração de caixa nos últimos trimestres;
  • (ii) C&A (CEAB3) – Recomendação de Compra, com Preço alvo de R$13,50 por ação). Conforme mencionado no relatório sobre a duplicação da C&A, uma vez que agora o banco vê a empresa mais bem posicionada para entregar resultados sólidos em C&A Pay e vestuário; assim, o Safra revisou as estimativas para um múltiplo atraente de 11x 2025 P/L; e
  • (iii) Smart Fit (SMFT) – Recomendação de Compra, com Preço Alvo de R$ 28 por ação. O preço anterior era de R$28,50 por ação, que deve continuar a entregar um crescimento sólido da receita devido a um aumento na abertura de lojas e margens saudáveis, uma vez que as novas safras estão amadurecendo mais rapidamente e atingindo uma margem bruta mais alta do que as lojas existentes.

O Safra manteve a recomendação de Compra em Lojas Renner (LREN) (Preço Alvo de R$ 21,9/ação. O preço anterior era de R$ 21,7), Arezzo (ARZZ) (Preço Alvo de R$75,3/ação antes R$83,1), Soma (SOMA3) (R$9,1/ação antes R$10,1), enquanto também mantemos nossa recomendação Neutra em Guararapes (GUAR) (Preço Alvo R$8,1/ação antes R$7,7) e Vivara (VIVA) (Preço Alvo de R$25,2/ação antes R$37,3).

Por fim, o Safra elevou a recomendação da Alpargatas (ALPA) de Venda para Neutra (Preço Alvo de R$11,3/ação antes R$8,9), uma vez que a empresa conseguiu cumprir parcialmente seu plano de recuperação e apresentou números mais saudáveis em comparação com nossas estimativas anteriores, o que reduziu o risco de queda para o caso.

Consumo discricionário: resumo do 1T24 e perspectivas para o 2T24

O Grupo SBF apresentou um resultado consistente no 1T24 e espera-se que o mesmo ocorra no 2T24, com melhorias provenientes principalmente de ganhos de rentabilidade em função de menores despesas gerais, administrativas e com vendas e menor alavancagem, levando a melhores resultados de lucro líquido.

Por outro lado, a Vivara registrou um fraco desempenho de resultado como resultado de maiores impostos sobre vendas e renda. O Safra já esperava que os impactos da Medida Provisória nº 1185 repercutissem no resultado das empresas, mas, no caso da Vivara, a combinação de menores créditos tributários gerados com maiores impostos sobre a renda levou a uma queda no lucro líquido de -7% no 1T24, uma dinâmica que, segundo o banco, pesará nos resultados dos próximos trimestres.

Os outros destaques seriam:

  • (i) positivos – C&A (crescimento sólido e EBITDA batido) e Smart Fit (ritmo de crescimento consistente e margens das novas safras acima dos nossos números anteriores); e
  • (ii) negativos – Arezzo e Soma, pois ambas as empresas registraram desaceleração nas vendas, e os impostos mais altos sobre vendas e renda pressionaram os resultados, especialmente os da Soma.

Embora os resultados tenham sido um pouco fracos, ambas as empresas ainda apresentaram uma expansão da margem EBITDA em relação ao ano anterior, com base no foco na lucratividade, que acreditamos que será o principal impulsionador de ambas as ações.

Para 2024, a perspectiva não mudou

Como mencionado na atualização anterior, o Safra continua mais otimista em relação aos participantes do setor de bens de consumo discricionários em 2024, com o 1T24 mostrando tendências de vendas positivas para a maioria das empresas.

Apesar de manter a visão positiva, o Safra reconhece que as expectativas macroeconômicas pioraram desde o último relatório, com projeções de taxas de juros terminais mais altas para 2024.

A atualização do cenário já incorpora taxas mais altas e estimativas de inflação para o ano.

Riscos:

(i) Impactos nas margens e nas vendas após um aumento nos impostos sobre vendas;

(ii) reconhecimento/reputação da marca;

(iii) sazonalidade e adesão à cobrança; e

(iv) execução e integração de fusões e aquisições.

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