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Dados mostram crescimento do consumo e investimentos

PIB deve crescer 0,7% no primeiro trimestre de 2024, em relação ao último de 2023, e indicadores apontam melhora do consumo e investimentos

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Índice SafraPay de abril mostra um padrão de consumo, mais concentrado em bens e mais fraco em serviços | Foto: Getty Images

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o trimestre anterior. Esse comportamento deve se traduzir em crescimento saudável do consumo e dos investimentos, segundo avaliação do Banco Safra.

A queda dos juros nos últimos trimestres e a persistente queda da inflação devem continuar a apoiar essa dinâmica benigna da atividade econômica, sustentando a melhora da confiança dos empresários e a expansão da oferta. Nessas condições, o Safra avalia que o PIB brasileiro a preços constantes deve crescer 0,7% no primeiro trimestre de 2024, em relação ao último de 2023, após o ajuste sazonal.

Confira abaixo a análise macroeconômica do Safra:

Queda da Selic e da inflação favorecem investimentos e crescimento do PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,3% em março contra fevereiro após ajuste sazonal, quebrando seis meses de crescimento ou estabilidade. Apesar da queda em março, a atividade medida pelo IBC-Br foi 1,1% maior no primeiro trimestre de 2024 quando comparada com a do trimestre anterior.

Esse comportamento deve se traduzir em um crescimento bom do PIB no começo de 2024, apesar da divergência que por vezes aparece entre a taxa decrescimento do IBC-Br e do PIB. No terceiro trimestre de 2023, por exemplo, o IBC-Br apontava para um crescimento interanual de 0,9% da atividade, enquanto o PIB divulgado pelo IBGE cresceu 2,0% ano contra ano, refletindo diferenças trimestrais no final de 2022 e no terceiro tri de 2023 (Gráfico 8).

Março de 2024 teve 3 dias úteis a menos do que março do ano passado. Essa diferença pesou nas Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e Industrial Mensal (PIM), que apresentaram variação interanual negativa, -2,3% e -2,8%. O único indicador que apresentou crescimento na comparação interanual em março foram os de vendas no varejo, que se valeram do bom desempenho em janeiro e fevereiro. Na variação mensal, com ajuste sazonal, apenas as vendas do varejo ampliado registraram queda na margem em março.

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Considerando vendas no varejo e os serviços, especialmente às famílias, é provável que o consumo deva crescer no primeiro trimestre de 2024, após ter caído no último trimestre do ano passado.

O bom desempenho das vendas no varejo—com crescimento de 2,5% contra o último trimestre de 2023, deve se traduzir em uma variação significativa do consumo de bens das famílias.

O consumo de serviços deve crescer, mas mais moderadamente, como refletido no desempenho mais modesto dos serviços às famílias, que cresceu 1,3% contra o quatro trimestre de 2023.


Os dados do Índice SafraPay de abril indicam que este padrão de consumo, mais concentrado em bens e mais fraco em serviços, continuou no início do segundo trimestre, conforme observado no box Safrapay publicado no dia 3/05/2024. Tal comportamento é compatível com a prolongada recuperação dos serviços desde os baixos níveis de 2020-21, assim como as maiores possibilidades de consumo de bens, especialmente os duráveis, proporcionada pela recente expansão do crédito às famílias.

Ainda olhando a demanda doméstica, vale observar nos indicadores uma incipiente recuperação do investimento. Essa recuperação é compatível com o aumento da confiança do empresário observado nos últimos meses, notadamente na indústria. Assim, a produção de bens de capital apresentou crescimento trimestral de 10,2%, após um ano e meio de quedas consecutivas.

O destaque na recuperação desse segmento foram os equipamentos de transporte, com crescimento de 18,1% em relação ao final de 2023, após ajuste sazonal. Os insumos típicos da construção civil (ITCC) também registraram forte expansão de 4,4% trimestre contra trimestre no começo de 2024.


O estimador Safra de Variação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF-Safra) apresentou crescimento interanual de 3,0% no primeiro trimestre de 2024, com alta de 4,3% em relação ao último trimestre de 2023.

Os investimentos em máquinas e equipamentos contribuíram para esse crescimento com 1,8 ponto percentual e a construção civil com 1,5 ponto percentual.

O investimento em propriedade intelectual e tecnologia da informação, por outro lado, variou -0,3 ponto percentual, após um estirão de crescimento relativamente sustentado nos últimos dois anos.


Os indicadores econômicos do começo do ano apontam, assim, para um crescimento do consumo saudável e sinais encorajadores em relação ao investimento.

A queda dos juros nos últimos trimestres, acompanhada da persistente queda da inflação, deve continuar a apoiar essa dinâmica benigna da atividade econômica, sustentando a melhora da confiança do empresário e a expansão da oferta.

Nessas condições, o PIB brasileiro a preços constantes deve crescer 0,7% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao último de 2023, após o ajuste sazonal.

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