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Taxa de desemprego fica abaixo do previsto

A taxa de desocupação de 14,3% mostrada pela pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, veio abaixo das expectativas dos analistas

Emprego

Projeções dos economistas do Banco Safra indicam recuperação do emprego nos próximos meses / Foto: AE

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 14,3% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mensal divulgados nesta terça-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado veio abaixo do piso de 14,5% das expectativas dos analistas consultados na pesquisa do Projeções Broadcast, da Agência Estado, cujo teto era de 15%, com mediana de 14,7%. Também está abaixo do que calculavam os analistas do Banco Safra.

As projeções dos economistas do Safra indicam que a taxa de desemprego média em 2021 deve ficar em 12,8%, abaixo dos 13,4% estimado para a média de 2020. Essa recuperação do mercado de trabalho deve atenuar a contração da renda no país provocada pelo fim do auxílio emergencial.

Renda cresce em outubro

Outra boa notícia, o IBGE também informou que a renda média real do trabalhador foi de R$ 2.529 no trimestre de agosto até outubro. O resultado representa alta de 5,8% em relação a igual trimestre do ano anterior.

A massa de renda real paga habitualmente aos ocupados somou R$ 208 bilhões no trimestre móvel encerrado em outubro, com queda de 5,3% ante igual período do ano anterior.

Principais resultados da Pnad contínua:

A taxa de desocupação (14,3%) no trimestre de agosto a outubro de 2020 cresceu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho (13,8%) e 2,7 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre de 2019 (11,6%).

A população desocupada (14,1 milhões de pessoas) cresceu 7,1% (mais 931 mil pessoas) comparada ao trimestre anterior e aumentou 13,7% (1,7 milhão de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

A população ocupada (84,3 milhões de pessoas) subiu 2,8% (mais 2,3 milhões) frente ao trimestre anterior e caiu 10,4% (menos 9,8 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

O nível de ocupação (48%) subiu 0,9 ponto percentual frente ao trimestre anterior e caiu 6,9 pontos percentuais ante o mesmo trimestre de 2019.

A taxa composta de subutilização (29,5%) caiu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (30,1%) e subiu 5,7 ponts percentuais frente ao mesmo trimestre de 2019 (23,8%). A população subutilizada (32,5 milhões de pessoas) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e subiu 20% (mais 5,4 milhões) na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

A população na força de trabalho (98,4 milhões de pessoas) subiu 3,4% (mais 3,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e caiu 7,6% (menos 8,1 milhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019. A população fora da força de trabalho (77,2 milhões) caiu 2,2% (menos 1,8 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 19,0% (mais 12,3 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

A população desalentada (5,8 milhões) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e cresceu 25,0% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O percentual de desalentados na população na força de trabalho ou desalentada (5,5%) ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 1,4 ponto percentual ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (29,8 milhões) no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) aumentou em 384 mil pessoas frente ao trimestre anterior, embora sem variação estatisticamente significativa, e caiu 10,4% (menos 3,4 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,5 milhões) aumentou 9% (mais 779 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e caiu 20,1% (menos 2,4 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019. O número de trabalhadores por conta própria (22,5 milhões) subiu 4,9% (mais 1,1 milhão) comparado ao trimestre anterior e caiu 8,1% (menos 2,0 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2019.

O número de trabalhadores domésticos (4,7 milhões de pessoas) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e caiu 25,5% (menos 1,6 milhão) ante o mesmo trimestre de 2019.

A taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada (ou 32,7 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi de 37,4% e, no mesmo trimestre de 2019, de 41,2%.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.529) no trimestre terminado em outubro ficou estatisticamente estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.568) e subiu 5,8% contra o mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.391).

A massa de rendimento real habitual (R$ 207,9 bilhões) ficou estável ante o trimestre anterior e caiu 5,3% (menos R$ 11,7 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

(Com AE)

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