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EDP arremata Celg por R$ 1,9 bilhão, com ágio de 80%

A privatização da transmissora da Celg para a EDP Brasil ocorre cinco anos após a venda da área de distribuição da empresa para a Enel

EDP Celg

Perdas de energia caíram de 27,72% no final de 2018 para 23,26% no segundo trimestre de 2022 | Foto: Getty Images

Subsidiária da EDP Brasil, a Pequena Central Hidrelétrica arrematou os ativos de transmissão da estatal goiana Celg Par por R$ 1,977 bilhão, um ágio de 80,10% em relação ao preço inicial de R$ 1,097 bilhão.

Também participaram do certame a Isa Cteep, Cymi e a MEZ Energia. Porém, como a oferta vencedora superava as demais em mais de 15%, a subsidiária da EDP foi declarada vencedora do leilão.

Com a aquisição, a EDP passará a administrar um total de 755,5 quilômetros em linhas de transmissão e 11 subestações conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Elas garantem uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 238 milhões.

A privatização da transmissora da Celg ocorre cinco anos após a venda da área de distribuição da empresa para a Enel, e atraiu muitos interessados durante a fase de consultas e avaliações.

Ao menos dez empresas chegaram a procurar os organizadores do certame para obter informações do ativo. A CPFL, por exemplo, chegou a considerar a aquisição, mas decidiu não participar da disputa.

Dinheiro da Celg para a EDP Brasil vai cobrir rombo da previdência de Goiás

Após privatizar os ativos de transmissão de energia da Celg Par por R$ 1,977 bilhão em leilão realizado na tarde desta quinta-feira, 14, na B3, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse que utilizará o dinheiro para cobrir o déficit da previdência do Estado.

Segundo ele, o governo está trabalhando junto à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para aprovar um projeto que isenta aposentados que recebem até R$ 3 mi da contribuição previdenciária.

“O dinheiro será investido no déficit da previdência do Estado. Não temos mais tempo a perder com discussões que não trazem resultado à população”, disse ele.

Com a venda da área de transmissão, a Celg Par ficou apenas com os ativos de geração, que também devem ser privatizados em data ainda a ser definida. “Estamos avaliando o momento oportuno para que ela seja vendida. Estamos otimistas, mas tentando calibrar bem o momento”, comentou. (AE)

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