EUA compram mais 100 milhões de doses de vacina
Mais de 600 mil americanos foram imunizados contra a covid-19 até 21 de dezembro; Chile e México iniciam hoje
24/12/2020
País já tem 300 milhões de unidades contratadas e número pode chegar a 900 milhões / Foto: Getty Images
O governo americano e a farmacêutica Pfizer firmaram um acordo para o fornecimento de 100 milhões de doses a mais da vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.
Todas as vacinas serão entregues até julho de 2021. O novo acordo resolve o problema dos Estados Unidos, que não haviam feito uma pré-encomenda da vacina às fabricantes. O negócio, porém, deixa países pobres com ainda mais dificuldades para obter vacinas.
O país já tem 900 milhões de doses contratadas das vacinas que hoje estão sendo desenvolvidas. O número pode subir para 3 bilhões, volume que garantiria excedentes que o país planeja compartilhar com aliados.
Os Estados Unidos têm população de 330 milhões de pessoas, mas cerca de 70 milhões não serão vacinadas agora, pois o imunizante não é indicado para menores de 16 anos.
Até o momento, apenas duas vacinas contra o coronavírus – a da Pfizer-BioNTech e a da Moderna – têm autorização federal no país para distribuição emergencial e a maior parte do que as empresas serão capazes de produzir nos próximos seis meses já está comprada por meio de contratos com os Estados Unidos e outros governos.
“Garantir mais doses da Pfizer e da BioNTech para entrega no segundo trimestre de 2021 expande ainda mais nosso fornecimento de doses em todo o portfólio da campanha de vacinação”, disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, em um comunicado.
Como parte do novo acordo, o governo federal ajudará a Pfizer a obter suprimentos para a fabricação das vacinas, informou o jornal The Washington Post citando fontes que estariam por dentro da negociação.
Até a segunda-feira, mais de 600 mil americanos já haviam recebido suas primeiras doses de vacina, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.
México e Chile iniciam vacinação hoje
O México e o Chile começarão a vacinar suas populações contra a covid-19 nesta quinta-feira, 24 de dezembro, após a chegada aos países das primeiras remessas do imunizante desenvolvido pela parceria Pfizer-BioNTech.
No Chile, o anúncio do início da campanha foi feito ontem pelo presidente Sebastián Piñera. “Queremos dar boas notícias a todos os nossos compatriotas, pois esta manhã, às 5 horas, saiu da Bélgica o avião que traz as primeiras 10 mil doses”, disse ele.
Segundo Piñera, a expectativa é que a segunda remessa da vacina, que será gratuita e voluntária para todos os chilenos, chegue na próxima semana – o governo espera receber nesse período mais 10 milhões de doses das parceiras americana e alemã.
No total, afirmou o presidente chileno, está assegurada a distribuição de mais de 30 milhões de doses do imunizante. O país, de 19 milhões de habitantes, também tem um acordo com a chinesa Sinovac. O Chile já registrou 590.914 casos de contágio, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. A covid-19 já matou mais de 16 mil chilenos.
No México, o chanceler Marcelo Ebrard afirmou que o país deve receber da Bélgica 1,4 milhão de doses, das 34,4 milhões que as farmacêuticas prometeram entregar em um acordo já firmado com o governo.
Com 128 milhões de habitantes, o México registra 120 mil mortes e 1,3 milhão de infecções pelo novo coronavírus, segundo dados oficiais. O país ocupa o quarto lugar com mais mortes em números absolutos no mundo –depois de Estados Unidos, Brasil e Índia – e o 15.º em taxa de óbitos por 100 mil habitantes.
O México também tem acordos preliminares de compra com o projeto sino-canadense CanSinoBio, para 35 milhões de doses, e com a sueco-britânica AstraZeneca, para 77,4 milhões de doses, além de fazer parte do mecanismo internacional Covax, com permissão de compra de 51,6 milhões de vacinas adicionais.
(Com AE)