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ANP inicia estudos para estocagem de gás natural em cavernas

A estocagem de gás natural em cavernas é essencial para garantir o fornecimento durante o inverno em países com clima frio, quando a demanda chega a dobrar

Caverna gás natural

Os primeiros estudos sobre estocagem subterrânea de gás datam do início do século XX | Foto: Getty Images

A Agência Nacional da Petróleo (ANP) aprovou nessa quinta-feira (23) o início de estudos preliminares para identificar e mapear oportunidades para estocagem subterrânea de gás natural em áreas pertencentes à União. Segundo a reguladora, os estudos servirão como subsídio para conceder autorizações a empresas reguladas interessadas na atividade.

Além do plano de estudos geocientíficos para o armazenamento de gás natural, a ANP também prevê implementar medidas como ampliar a oferta e o transporte de gás; promover ações que estimulem o novo mercado para elevar a competitividade; estimular atividades mais seguras e sustentáveis.

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Os primeiros estudos sobre estocagem subterrânea de gás datam do início do século XX, sendo que o aumento do ritmo de implementação dessas instalações só ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, junto ao desenvolvimento da indústria de gás natural, com destaque para América do Norte e Europa, segundo estudos do Ministério das Minas e Energia.

A estocagem tem sido essencial para a manutenção do fornecimento de gás durante o inverno em países com climas rigorosos, quando a demanda de gás chega a dobrar em relação aos níveis de consumo de períodos mais quentes, em muito impulsionadas pelo uso do gás em aquecedores residenciais. Na Europa, por exemplo, equivale a 27% do consumo.

Cavernas mais usadas para estocagem de gás natural

Um reservatório adequado para armazenamento subterrâneo de gás deve ter uma camada de rocha impermeável (rocha selante) para reter o gás sem perdas. As três principais formas de estocagem subterrânea de gás natural utilizadas atualmente no mundo são: campos de petróleo esgotados, aquíferos e cavernas salinas. Além destes três tipos mais comuns, existem também instalações em cavernas rochosas e minas abandonadas.

A estocagem em campos esgotados de óleo e gás natural é a forma mais utilizada, empregada em um campo de petróleo e gás cuja produção terminou ou está próxima ao fim. Este tipo de estocagem é o mais fácil de ser implementado, uma vez que já se tem um acervo de conhecimento geológico significativo proveniente das investigações sísmicas realizadas nas etapas de exploração e produção do campo, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Outro tipo de estocagem subterrânea de gás muito utilizado é o aquífero, que também constitui uma formação rochosa porosa e permeável, porém tal estrutura é portadora de água, a qual é deslocada para profundidades maiores à medida que o gás é injetado. A atividade só é permitida quando a salinidade da água a torna imprópria para o consumo humano

Além dos campos de petróleo esgotados, aquíferos e cavernas salinas, destacam-se as minas desativadas e as cavernas rochosas. As minas desativadas têm capacidade de retenção inferior, são mais rasas e têm pressões e volumes reduzidos em comparação com outros tipos reservatórios subterrâneos.

A estocagem em cavernas rochosas existe apenas na República Tcheca e na Suécia, necessitando do revestimento interno com aço para assegurar a reserva segura do gás. Essa técnica é uma alternativa mais cara para países cuja geologia não é favorável, como no caso da Suécia. (Com informações do Valor Econômico)

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