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Informação sobre ataque hacker nos EUA vale prêmio de US$ 10 milhões

Governo americano espera identificar de onde vieram os ataques ransomware que afetaram infraestrutura do país nos últimos meses

Imagem de hacker de costas, sentado em frente a várias telas e computador, planejando ataques contra os EUA

Recentemente, EUA sofreram grandes ataques hacker, afetando um gasoduto e mas de mil empresas da cadeia de suprimentos | Foto: Getty Images

O Departamento de Estado dos EUA vai oferecer até US$ 10 milhões (R$ 50,9 milhões) por informações que ajudem na identificação dos responsáveis por uma série de ataques hacker sofridos pelo país.

Recentemente, os Estados Unidos sofreram com os chamados ransomwares – tipo de vírus que restringe o acesso ao sistema digital infectado -, tendo que pagar pelo desbloqueio das informações.

De acordo com a agência de notícias AP, as recompensas serão concedidas por um programa da pasta, que trata das relações internacionais.

Este programa oferecerá uma ferramenta na dark web (sites que não estão indexados e só podem ser acessados por navegadores especializados) para proteger fontes que reportem a origem e localização dos ataques hacker sofridos pelos EUA.

Adicionalmente, o governo federal estadunidense lançou um portal na internet (Stop Ransomware) que oferece recursos aos cidadãos para conter ameaças de ransomware e criar mais resiliência nas redes.

Onda de ataques hacker contra os EUA

Além de encontrar os criminosos, a expectativa das autoridades estadunidenses é recuperar parte do dinheiro pago pelo “resgate” das informações.

Em maio, um importante gasoduto dos Estados Unidos, da Colonial Pipeline, teve a operação suspensa por criminosos.

O crime chegou a atrapalhar o abastecimento de combustível da costa leste dos EUA.

Para liberar o acesso, a Colonial Pipeline pagou US$ 4,4 milhões (R$ 22,4 milhões) aos hacker, que acredita-se ser da organização DarkSide.

Segundo a AP, grande parte desse montante foi recuperada pelo FBI (Departamento Federal de Investigação americano).

Rússia

Outro ataque de grandes proporções afetou mais de mil companhias da cadeia de suprimentos ao redor do mundo no início deste mês.

Desta vez, os ataques hacker com ransomware ocorreram a partir da invasão dos sistemas da Kaseya, fornecedora de softwares que tem sede no Estado americano da Flórida.

Nesse contexto, os responsáveis pelo ataque mundial seriam da organização REvil, que tem base da Rússia.

No entanto, a REvil desapareceu do mapa virtual e o governo dos EUA não comentou se havia participação neste caso.

A agência AP informa que o grupo criminoso pode ter mudado de nome para fugir de possíveis rastreamentos.

Outra hipótese trazida é a de que o governo de Vladimir Putin pode ter apertado o cerco a ataques hacker que frequentemente partem do país e de Estados do Leste Europeu – devido à pressão dos EUA.

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