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Metade das empresas deve voltar ao presencial este ano

Muitas companhias retomaram o modelo presencial seguindo protocolos como distanciamento, uso de máscaras e realização de exames

Trabalho presencial

Grupos com projetos em expansão aceleraram a volta em nome do aumento de produtividade | Foto: Getty Imagens

Nova pesquisa da KPMG realizada entre julho e agosto aponta que 52% das empresas pretendem voltar com o trabalho presencial  ainda neste ano.

O trabalho presencial, mesmo de maneira híbrida, é realidade em grandes empresas como o Magazine Luiza desde agosto do ano passado.

Com o crescimento acelerado da companhia, muitas funções e reuniões precisavam ser presenciais, inclusive na sede, na zona norte de São Paulo. Agora, com o avanço da vacinação, a frequência na sede aumenta semana a semana.

O Magalu fez um grande esquema para evitar a contaminação dos seus colaboradores. Por lá, quem optou pelo esquema presencial precisa realizar um teste PCR por semana, pago pela empresa.

De acordo com a varejista, o escritório opera diariamente com 60% de sua capacidade máxima.

Trabalho presencial exige uso de máscaras e distanciamento

Na sede, todos são obrigados a usar máscaras e a cumprir o distanciamento recomendado. “Nosso time sentia falta dessa agilidade que a conversa e a troca proporcionam às soluções de problemas”, diz Patrícia Pugas, diretora de gestão de pessoas do Magalu.

Assim como a varejista, diversas empresas começam a retomar o trabalho presencial com o avanço da imunização. Na semana passada, o País ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas imunizadas.

Na pesquisa anterior da KPMG, feita entre março e abril, o porcentual era de 39%. Os 48% restantes acreditam que uma volta à vida normal, mesmo que parcial, acontecerá só no ano que vem. “A tendência é positiva. O retorno ao escritório está virando mais regra do que exceção. E uma certeza que temos é de que o modelo híbrido veio para ficar”, diz Roberto Gomez, sócio-líder da KPMG.

Porém, há empresas que estão retomando o funcionamento de antes. Segundo a pesquisa da KPMG, 15% das empresas ouvidas não devem manter o esquema de home office. A incorporadora Viver é uma delas. Já está atuando com quase todos os funcionários de maneira presencial, cinco dias por semana. A exceção é aberta apenas para quem é do grupo de risco.

Segundo o presidente, Ricardo Piccinini, os próprios funcionários queriam voltar e, como a companhia está colocando novos projetos de pé, o trabalho presencial é mais produtivo. “O processo ocorreu de maneira gradual, começando com os diretores até chegar a todos os funcionários”, diz. O executivo afirma que não obrigou ninguém a se vacinar, mas que todos os 120 empregados tomaram uma ou as duas doses do imunizante.

Vacina obrigatória

Ainda são poucas as empresas que admitem publicamente que irão obrigar os funcionários a se vacinar, algo que se tornou comum nos Estados Unidos, especialmente entre as “big techs”. A Simpress é uma delas. Para acompanhar a vacinação dos funcionários, a empresa criou até um aplicativo. No sistema, o funcionário pode anexar o comprovante de imunização e solicitar seu retorno presencial.

Depois de introduzir um modelo híbrido no primeiro trimestre, a Simpress tem 67% do quadro de funcionários atuando no escritório. Em três dias da semana, todos trabalham na sede e, nos demais, de casa. Com o avanço da vacinação, a expectativa da Simpress é de atingir 100% dos funcionários no escritório até dezembro. (AE)

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