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Como o mercado imobiliário da China favorece a queda da inflação no mundo

Desvalorização dos imóveis devido à elevada oferta diminui a confiança dos consumidores e força empresas chinesas a exportarem produtos a preços menores

Construção civil

Demanda por moradia tem dado sinais de enfraquecimento e, para o futuro, os primeiros sinais de queda populacional devem limitar a retomada | Foto: Getty Images

O setor imobiliário na China passa por um momento turbulento que, involuntariamente, favorece a queda da inflação de bens industrializados pelo mundo. Consequentemente, isso é benéfico para os índices brasileiro, europeu e americano. No caso dos Estados Unidos, o cenário ajuda a corroborar a perspectiva de início do ciclo de queda da taxa básica de juros americana em setembro.

As conclusões estão em relatório macroeconômico do Banco Safra, que detalha os impactos sofridos na China pelos grandes investimentos realizados no passado. Conforme a análise, a política de fomento ao setor, que sustentou altas taxas de crescimento no passado, gerou um excesso de oferta que, neste momento, pressiona para baixo os preços da moradia.

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Isso não foi um problema enquanto a população chinesa ainda crescia em ritmo acelerado e milhões de pessoas saíam da pobreza e migravam para as grandes cidades, pressionando a demanda por habitação nos centros urbanos.

Porém, nos últimos anos a demanda por moradia tem dado sinais de enfraquecimento e, para o futuro, os primeiros sinais de queda populacional devem limitar a sua retomada. Com isso, a retomada da demanda por imóveis deve ser cada vez mais desafiadora, o que pode acentuar os desequilíbrios existentes.

As vendas de imóveis residenciais estão no menor patamar desde 2016 e atingiram apenas metade do valor máximo registrado em meados de 2021.

Essa diminuição de preços desvaloriza um componente importante do patrimônio das famílias, que ficam mais cautelosas em suas decisões de consumo.

A fragilidade do mercado doméstico estimula o setor industrial a buscar alternativas no exterior, o que, em um contexto de arrefecimento do consumo de bens duráveis no ocidente, leva à redução dos preços de exportação. Isso tem beneficiado o processo desinflacionário global e colabora para as perspectivas de distensão monetária.

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