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Após sessão volátil, Bolsa fecha em leve queda; dólar sobe

Ibovespa caiu levemente a 0,08%, aos 105.711 pontos, depois de oscilar entre 105.226 e 106.402 pontos; o volume financeiro foi de R$ 17,40 bilhões

Gráfico do mercado financeiro

Os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que vieram decepcionantes, também afetaram o mercado financeiro | Foto: Getty Images

Fechamento: O Ibovespa fechou em leve baixa nesta segunda-feira, em quase estabilidade. A Bolsa até tentou se firmar no campo positivo após a confirmação de reoneração do PIS/Cofins dos combustíveis, mas a decisão não foi suficiente para deixar o índice no azul.

Segundo o governo, a modelagem da cobrança, com porcentual definido sobre cada item ainda não foi informada, mas a pasta garantiu que não haverá perda de arrecadação e os R$ 28,9 bilhões de aumento de receitas estão garantidos.

O modelo, de acordo com o governo, em discussão prevê uma oneração maior do combustível fóssil, como a gasolina, do que do biocombustível, como etanol, que é ambientalmente mais sustentável.

Com isso, as ações da Petrobras chegaram a disparar, mas pederam tração no final e fecharam em alta de 0,81% (PETR4) e 1,18% (PETR3). Além disso, São Martinho e Raízen, beneficiadas pela medida subiram e ficaram entre os melhores desempenhos do dia. A evolução foi de 5,32% e 5,54%, respectivamente.

“O mercado estava na expectativa da decisão do governo em relação à desoneração dos combustíveis e a decisão foi positiva, já que irá ajudar a diminuir o rombo de mais de R$ 200 bilhões nas contas do governo. A prorrogação da desoneração poderia indicar mais uma derrota para a equipe econômica”, disse, Rodrigo Cohen, da Escola de Investimentos.

Ao final do dia o Ibovespa caiu levemente a 0,08%, aos 105.711 pontos, depois de oscilar entre 105.226 e 106.402 pontos. O volume financeiro foi de R$ 17,40 bilhões.

O desempenho nesta sessão fez o índice acumular perdas de 6,81% em fevereiro. No ano, a Bolsa recua 3,67%.

Além das usinas, entre as maiores altas o destaque ficou com Ezetec, que subiu 2,70%, Alpargatas, com evolução de 3,50% e Marfrig, 2,22%.

No lado negativo, as ações ligadas à economia local se sobressaíram. CVC caiu 5,29%, Hapvida perdeu 4,21%, Azul, 3,15%, Petz, 3,32% e Qualicorp se desvalorizou 3,87%.

17h10 Após operar entre perdas e ganhos nesta sessão, o dólar fechou em leve alta de 0,16%, vendido a R$ 5,20, depois de oscilar entre R$ 5,17 e R$ 5,21. Com o resultado desta segunda-feira, a moeda americana acumula alta de 2,63% no mês. No ano, entretanto, ainda tem queda de 1,35%.

16h30 Bolsa volta a oscilar, mesmo com reoneração sobre combustíveis. Ibovespa recua 0,05%, aos 105.744 pontos. Petrobras se mantém em alta forte e sobe 2,27% (PETR4) e 2,20% (PETR3).

15h44 Ibovespa se firma no campo positivo após confirmação de reoneração dos combustíveis. Bolsa sobe 0,33%, aos 106.146 pontos. Petrobras dispara 2.39% (PETR4) e 2,33% (PETR3) e com isso impulsiona o índice. Dólar aprofunda perdas e recua 0,41%, vendido a R$ 5,17.

15h27 Dólar aprofunda perdas e recua 0,31%, vendido a R$ 5,18. Ibovespa sobe 0,15%, aos 105.956 pontos. Petrobras avança 1,85% (PETR4) e 1,86% (PETR3) à espera da definição sobre a desoneração sobre os combustíveis.

15h08 As contas do Governo Central registraram superávit primário em janeiro, conforme divulgação do Tesouro Nacional realizada nesta segunda-feira, 27. No mês passado, a diferença entre as receitas e as despesas ficou positiva em R$ 78,326 bilhões. O resultado sucedeu o superávit de R$ 4,427 bilhões em dezembro.

O saldo – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – foi o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica corrigida pelo IPCA, só atrás de janeiro do ano passado, quando o saldo positivo foi de R$ 81,246 bilhões em valores atualizados pela inflação. Em termos nominais, o resultado de janeiro de 2022 havia sido superavitário em R$ 76,811 bilhões. (AE)

15h04 Ibovespa opera, neste momento, em alta e retoma os 106 mil pontos. Bolsa sobe 0,20%, aos 106.011 pontos. Dólar recua 0,04%, vendido a R$ 5,196.

14h54 Os mercados acionários europeus fecharam a segunda-feira, 27, em alta, ensaiando recuperação após registrarem a maior perda semanal do ano. No radar do mercado, Reino Unido e União Europeia (UE) fecharam acordo para regras comerciais da Irlanda do Norte no pós-Brexit.

Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,72% a 7.935,11 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, seguiu o movimento e fechou em alta de 1,13%, a 15.381,43 pontos. O CAC 40, em Paris, avançou 1,51%, a 7.295,55 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 1,70%, a 27.444,31 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 subiu1,29%, a 9.320,10 pontos. Por fim, na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 subiu 0,69%, a 6.025,52 pontos. As cotações são preliminares. (AE)

14h24 O secretário de Parcerias e Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, disse nesta segunda-feira, 27, que os estudos para a privatização da Sabesp ficarão prontos até março. Benin participou no período da manhã do Fórum São Paulo Global, organizado pelo Grupo Voto. (AE)

Ele destacou que a ideia da sua secretaria não é trazer dinheiro para São Paulo, mas cuidar da Parcerias Públicos Privados (PPPs). Com a notícia os papéis da estatal sobem 1,06% neste momento. (AE)

14h09 O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 27, que ainda terá outras reuniões ao longo do dia para decidir se o governo vai manter a desoneração dos combustíveis, já que uma Medida Provisória isentando os preços tem validade até a terça-feira. De acordo com ele, a definição ainda deve ocorrer nesta segunda.

Haddad falou com jornalistas ao chegar à Fazenda, após reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. “Assim que tiver uma decisão do presidente, nós avisamos”, disse.

Segundo o ministro, a equipe econômica ainda se reunirá com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, antes de voltar a se encontrar com Lula, o que deve ocorrer no fim da tarde desta segunda-feira.

Haddad é um defensor da reoneração alegando questões fiscais, ambientais e jurídicas, mas a ala do política do governo vem defendendo a desoneração com forte pressão.

A MP editada no início do ano havia já sido uma sugestão da equipe econômica anterior liderada por Paulo Guedes. Haddad, no entanto, declinou, mas teve que voltar atrás por causa da decisão de Lula de manter o subsídio com argumentos da ala política. (AE)

14h05 Dólar opera em alta e supera os R$ 5,21, evolução é de 0,15%. Ibovespa agora sobe levemente, aos 105.875 pontos, com ganhos de 0,07%.

12h03 Bolsa oscila e agora opera em leve alta de 0,05%, aos 105.855 pontos. Já a moeda americana perde 0,35% e é vendida a R$ 5,192.

11h40 O Ibovespa muda a direção e passa a recuar levemente. Bolsa cai 0,02%, aos 105.779 pontos. Dólar perde 0,19%, vendido a R$ 5,19.

11h13 As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 4,5% em janeiro ante dezembro de 2022, a US$ 272,3 bilhões, segundo dados publicados nesta segunda-feira, 27, pelo Departamento do Comércio do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor, de 3,6%.

O dado de encomendas de bens duráveis de dezembro ante novembro foi revisado para baixo, de alta de 5,6% para alta de 5,1%.

Excluindo-se o setor de transportes, as encomendas de bens duráveis subiram 0,7% no período. Já sem a categoria de defesa, houve baixa de 5,1%. (AE)

10h43 A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que “há todo motivo para acreditar que faremos outra alta de 50 pontos-base (pb) em março” nos juros na zona do euro. “Depois disso, veremos. Nós somos dependentes dos indicadores”, considerou, durante entrevista ao jornal indiano The Economic Times, reproduzida no site da instituição.

Ela voltou a afirmar que o BCE adotará suas decisões sobre os juros a cada reunião, a depender do quadro econômico. Também reafirmou que “faremos mais altas se necessário para retornar inflação à nossa meta de 2% de maneira oportuna”, enfatizando que isso precisa ocorrer “de modo sustentável”.

A presidente do BCE disse que não tem um cronograma fechado para quando a inflação retornará à meta, acrescentando que há apenas “um objetivo”.

“Temos de elevar os juros para um nível que seja suficientemente restritivo para a inflação retornar a 2%”, e “manter os juros lá o tempo necessário para ter confiança de que a inflação retorne” à meta, acrescentou. (AE)

10h33 O Ibovespa desacelera e perde os 106 mil pontos. Bolsa sobe 0,05%, aos 105.814 pontos. Já o dólar se mantém no campo negativo e perde 0,39%, vendido a R$ 5,19.

10h30 O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro caiu 0,3% para R$ 5,317 trilhões de dezembro para janeiro, informou nesta segunda-feira, 27, o Banco Central. Em 12 meses, houve alta de 13,6%.

Em janeiro ante dezembro, houve alta de 1,1% no estoque para pessoas físicas e queda de 2,4% no estoque para pessoas jurídicas.

De acordo com o BC, o estoque de crédito livre recuou 0,9% no primeiro mês de 2023, enquanto o de crédito direcionado apresentou alta de 0,5%.

No crédito livre, houve alta de 1,1% no saldo para pessoas físicas em janeiro. Para as empresas, o estoque reduziu em 3,5% no período. (AE)

10h10 O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, abre em alta nesta segunda-feira. A Bolsa avança 0,32%, aos 106.142 pontos. Na sexta-feira, o índice recuou 1,67%, aos 105.798 pontos. Já o dólar opera em queda de 0,32%, vendido a R$ 5,19.

10h05 O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reúne-se na manhã desta segunda-feira, 27, com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, e com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. O tema da reunião deve ser a desoneração dos combustíveis, que se tornou alvo de embate entre a equipe econômica e a ala política do governo.

O encontro estava previsto para as 18 horas, mas foi antecipado para as 10 horas e ocorrerá no Palácio do Planalto. Na terça-feira, 28, termina a isenção de PIS/Cofins para gasolina e álcool, determinada em medida provisória no início do ano.

A ala política do governo Lula defende a renovação da MP por pelo menos mais 60 dias para evitar desgastes do Executivo, ainda em fase de lua de mel de início de mandato. (AE)

9h20 O dólar abriu a segunda-feira em baixa depois de uma alta de mais de 1% na sexta-feira.

A moeda americana é vendida a R$ 5,19, em baixa de 0,11%. Na sexta-feira, o dólar registrou uma alta de 1,24%, cotada a R$ 5,1985. Com o resultado, a moeda passou a acumular alta de 2,47% no mês. No ano, entretanto, ainda tem queda de 1,51%.

No cenário local, o mercado repercute a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) que registrou deflação de 0,06% em fevereiro, após alta de 0,21% em janeiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu de 3,79% em janeiro para 1,86% em fevereiro. No ano de 2023, o indicador acumula variação positiva de 0,15%.

A deflação do IGP-M de novembro foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que caiu 0,20%, ante alta de 0,10% em janeiro. O índice de preços no atacado acumula valorização de 0,42% em 12 meses.

Lá fora, as atenções se voltam à condução da política monetária nos Estados Unidos após o índice de preços ao consumidor (PCE, na sigla em inglês) ter vindo acima do esperado.

Com isso, a expectativa do mercado é de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) seja mais agressivo na subida dos juros. Há apostas de que a taxa americana feche o ano a 6,5%.

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