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Vendas de veículos novos despencam 16% em abril na comparação anual

Corte no IPI é ofuscado por sucessivas altas nos preços e pela escalada dos juros, que enfraqueceram a demanda

Aérea de pátio com veículos novos estocados, alusivo ao mês de abril

Foram 147,2 mil unidades entregues em abril, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Lojas veem estoques crescerem | Foto: Getty Images

As vendas de veículos novos no País terminaram o mês passado em queda de 15,9% na comparação com abril de 2021. Ao todo, foram 147,2 mil unidades entregues, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

O volume representa um leve aumento de 0,3% na comparação com março deste ano. Mesmo tímida, a expansão pode ser vista como um sinal de reação do setor. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 3, pela Fenabrave, a associação das revendas.

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Quando se compara os volumes registrados em igual mês de cada ano desde 2006, as vendas de veículos de abril só são melhores do que as de abril de 2020, quando as concessionárias fecharam em razão da chegada da pandemia e o mercado totalizou menos de 60 mil veículos.

Desde o início do ano, 552,8 mil veículos foram vendidos no Brasil, queda de 21,4% frente aos quatro primeiros meses de 2021 e o volume mais baixo, entre iguais períodos, dos últimos 16 anos.

O corte concedido pelo governo no fim de fevereiro no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) tem sido até agora tímido em estimular o consumo de automóveis.

Após sucessivos aumentos de preços há mais de um ano, e agora pressionada pela escalada dos juros, a demanda perde força, o que se traduz em aumento dos estoques de carros.

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Vendas de veículos novos por segmento

Na abertura por segmento, as vendas de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, recuaram 16,8% em abril ante o mesmo mês do ano passado, somando 136,3 mil unidades.

Líder do mercado, a Fiat é a marca de 22,2% dos carros vendidos desde o início do ano. Na sequência, aparecem General Motors (14%), Toyota (11,1%) e Hyundai (10,7%).

As paradas de produção por falta de componentes prejudicaram as vendas de caminhões, cuja queda na comparação interanual foi de 4,4%, para 9,4 mil unidades no mês passado.

Já as vendas de ônibus – 1,5 mil unidades no mês passado – subiram 9% frente ao total registrado em abril de 2021, mostrando que o setor, fortemente afetado pela pandemia, segue a retomada permitida pela imunização. (AE)

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