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Bolsa encerra ano de 2020 com ganho de 2,9%

No último pregão do ano da pandemia, índice alcança marca inédita de 120 mil pontos, mas recua e fecha o dia em leve baixa

Bolsa encerra 2020

Índice chegou a acumular perda de 45% no auge da crise, em 23 de março, mas recuperou todas as perdas / Foto: Getty Images

O Ibovespa manteve o nível de 119 mil pontos pela terceira sessão consecutiva, chegando à inédita marca nominal de 120 mil pontos no melhor momento desta quarta-feira, 30 de dezembro.

Ao longo do último pregão do ano da pandemia, o índice não teve fôlego para romper a máxima histórica de fechamento, de 119,5 mil, estabelecida em 23 de janeiro, antes do impacto da covid-19.

Após quatro altas seguidas, o Ibovespa encerrou em leve baixa de 0,3%, aos 119 mil pontos, tendo oscilado entre a mínima de 118,9 mil e o novo pico histórico intradia de 120,1 mil. Assim, renovou a marca que vigorava desde 24 de janeiro, então a 119,6 mil pontos.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, da Bolsa de Nova York, avançou 0,13%, aos 3.723 pontos.

O giro financeiro na B3 totalizou R$ 32,5 bilhões neste último dia de negócios de 2020.

No ano, vindo de alta de 31,5% em 2019, a maior evolução anual desde 2016, o Ibovespa alcançou leve avanço de 2,9%, assegurado pelo sprint nos dois últimos meses de 2020: ganho de 9,3% em dezembro, após salto de 15,9% em novembro, o maior desde a recuperação iniciada em abril, interrompida entre agosto e outubro.

A Bolsa chegou a acumular perda de 45% no auge da crise, no fechamento de 23 de março, então aos 63,6 mil pontos.

O Ibovespa teve uma recuperação de 40,9% até o começo do segundo semestre, encerrando a série abril-julho acima da sequência positiva de quatro meses entre fevereiro e maio de 2009, quando o Ibovespa teve avanço de 39,3%.

A volta dos estrangeiros

A recuperação sofreu revés a partir de agosto e só viria a ser restaurada em novembro, com o retorno do investidor estrangeiro à B3, em fluxo líquido recorde de R$ 33 bilhões naquele mês, o maior da série iniciada em 1995.

No dia 23 de janeiro, quando o Ibovespa assinalou máxima histórica nominal de fechamento, aos 119,5 mil pontos, o índice dolarizado estava em 28,7 mil e, no encerramento de 2019, a 28,8 mil pontos.

No encerramento de abril, primeiro mês do ciclo de retomada do índice, o Ibovespa dolarizado estava a 14,8 mil pontos, refletindo avanço do índice no mês (+10,2%), acima do observado no dólar (+4,6%).

Agora, no fechamento de 2020, o índice em dólar ficou em 22,9 mil, com a moeda à vista em baixa de 2,95% no mês, e o Ibovespa dolarizado vindo de 20,3 mil pontos no encerramento de novembro. No ano, o dólar à vista subiu 29,3%.

Na última sessão de 2020, Vale ON coroou o avanço de mais de 70% em 2020 com um leve ganho de 0,4%, enquanto as ações da Petrobras também tiveram valorização nesta quarta-feira (PN +0,25% e ON +0,6%), mas ainda ficando no negativo no ano (PN -6,1% e ON -8,9%).

Entre as siderúrgicas, a CSN brilhou em 2020, com avanço de quase 126% no período, mas nesta quarta-feira a ação fechou em baixa de 2,1%.

O dólar encerrou em leve baixa de 0,01%, cotado a R$ 5,19. Já o euro se valorizou 0,34%, para R$ 6,38.

(Agência Estado)

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