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Mercado inicia semana em clima de alívio com ação cautelosa de Israel em Gaza

As Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam no campo positivo. Ação militar de Israel em Gaza tem sido mais cautelosa que o esperado e mercados reduzem o prêmio de risco

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A cotação do petróleo registra baixa, também diante de ação militar de Israel em Gaza menos intensa do que se esperava | Foto: Getty Images

As Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam no campo positivo. Ação militar de Israel em Gaza tem sido mais cautelosa que o esperado e mercados reduzem o prêmio de risco. A cotação do petróleo registra baixa, também diante de ação militar de Israel em Gaza menos intensa do que se esperava (USD84,5/b; -1,1%). O minério de ferro apresenta alta com expectativas positivas com demanda chinesa (USD121,7/t; +1,7%).

Agenda do dia trará dado de Atividade do Fed de Dallas, nos EUA, e na parte da noite PMI da Manufatura da China. Confira a seguir outros destaques do mercado na análise técnica desta segunda-feira:

Mercado doméstico:

O Ibovespa apresentou queda de -1,29% no último pregão, cotado a 113.301,35 pontos. O ativo está em tendência neutra no médio prazo e no curto. Na alta, o ativo possui primeira resistência em 120.000 pontos e, caso rompa esse patamar, poderá alcançar sua próxima resistência em 122.600 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 112.750. O próximo fica na faixa de 110.850 pontos. 

O Dólar Futuro apresentou alta de +0,55% no último pregão, cotado a 5.019 pontos. O ativo perde uma região de suporte anterior e se encontra em tendência neutra no médio prazo e no curto de baixa. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.865 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.790. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.040 e a segunda em 5.200.

Saiba mais

Inflação:

O IGP-M de outubro registrou inflação de 0,5%, o que representa um aumento em relação ao ano anterior com impacto do aumento nos preços de carne bovina, açúcar, embora o número tenha ficado abaixo do esperado pelo consenso de mercado. Decisão de juros é destaque na semana e expectativa é de manutenção no ritmo de corte de 0,5pp. Foco dos investidores deve ficar para a sinalização dos próximos cortes do comunicado pós decisão.

Empresas:

Americanas: Cia adiou balanço para 13 de novembro, citando a descoberta de novas informações e documentos, sem impactos significativos

JBS: Cia pretende investir mais de R$ 12 bilhões em suas operações no Brasil até 2026 se seu plano de negociar ações em Nova York for bem-sucedido

Oi: Cia assinou um contrato de venda exclusiva de sucata para a V.TAL

Copel e Petrobras: Cias iniciaram a fase vinculante da venda total do capital social da UEG Araucária, ou UEGA

Braskem: Cia informou que a taxa média de operação de suas centrais petroquímicas no Brasil foi de 68% no terceiro trimestre, em comparação a 79% no mesmo período do ano anterior

Vale: Citi elevou sua recomendação para os ADRs da Vale a compra;

CCR: JPMorgan elevou a CCR a overweight

Pague Menos, Blau e Mater Dei: Bradesco BBI rebaixou a neutro

Armac: Bradesco iniciou cobertura com outperform

Natura: Aurelius mantém negociações exclusivas por The Body Shop: Sky

Agenda do Dia:

08:00 – Brasil – IGPM/Outubro

11:30 – EUA – Atividade Fed Dallas/Outubro

22:30 – China – PMI Manufatura/Outubro

Balanços: Assaí, GPA, Cteep e Lojas Quero-Quero

Fechamento dia anterior

Ibovespa: 113.301 (-1,29%)

S&P: 4.117 (-0,48%)

Dólar Futuro: R$5,01 (+0,55%)

Atualizações Safra:

E-commerce – prévia do 3T23: MELI deve ser destaque positivo em mais um trimestre difícil para BHIA e MGLU

Esperamos que a MELI seja o destaque positivo da nossa cobertura de e-commerce com forte crescimento de receita, combinado com margem EBITDA e ganhos de margem líquida na temporada de resultados do 3T23. Por outro lado, Magalu e Grupo Casas Bahia continuam a ser afetados negativamente por condições macroeconômicas difíceis, principalmente no 1P e no varejo físico, que estão altamente expostos a eletrônicos e eletrodomésticos. Por fim, ambas as empresas deverão registrar mais um trimestre com prejuízo líquido, já que as altas taxas de juros pesam nas despesas financeiras (juros de empréstimos e custo de antecipação de recebíveis).

MELI: Superando o desempenho do setor. Esperamos mais um trimestre de melhoria de desempenho para o Mercado Libre. A receita líquida deve crescer 31% A/A, apoiada pelo crescimento do e-commerce e das fintechs quase no mesmo ritmo. Em termos de EBITDA, esperamos uma expansão de 433bps A/a apoiada na alavancagem operacional. Portanto, o EBITDA deverá chegar a US$ 669 milhões (+70% A/a), o que deve levar a um lucro líquido de US$ 345 milhões vs. US$ 129 milhões no 3T23, à medida que a empresa também desalavanca seu balanço.

MGLU3: Um novo trimestre, mas os mesmos fatores negativos. MGLU deve registrar mais um trimestre com queda no faturamento (-6% A/a) para R$ 8,3 bilhões, impulsionado pelo desempenho negativo do varejo físico (-1% A/a) e 1P (-12% A/a), conforme as condições de mercado para eletrônicos e os eletrodomésticos continuam complicadas. Por outro lado, o marketplace deverá crescer 44% A/a. Além disso, esperamos um impacto negativo no EBITDA (R$ 478 milhões, -9% A/a), com uma queda de 22bps na margem EBITDA A/a devido à menor diluição de despesas gerais, administrativas e com vendas. Além disso, esperamos um prejuízo líquido de R$ 183 milhões, já que as despesas financeiras continuam pressionadas pelas altas taxas de juros e maiores despesas relacionadas à antecipação de recebíveis.

BHIA3: Plano de reestruturação afetando o desempenho operacional; todos os olhos voltados para o fluxo de caixa. Seguindo seu plano de recuperação, a BHIA está reduzindo seus estoques oferecendo um alto nível de descontos, o que deve prejudicar as margens (margem bruta de -561bps A/a, margem EBITDA de -598bps A/a), mas melhorar o capital de giro – esperamos uma redução de 25 dias em Os inventários. Em termos de receita, esperamos uma queda de 8% A/A para R$ 7 bilhões, impulsionada por uma queda de 16% A/A no 1P e uma queda de 4% A/A no varejo físico, já que o mercado continua difícil para eletrodomésticos e eletrônicos. Com relação ao 3P (marketplace), esperamos um crescimento de 23% A/A. Para o EBITDA, esperamos uma redução de 89% A/a devido ao impacto negativo acima mencionado nas margens. Por fim, esperamos um prejuízo líquido de R$ 669 milhões comparado a um prejuízo de R$ 203 milhões no 3T22, devido à combinação de pior desempenho operacional e maiores despesas financeiras.

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